Cássio não é carta fora do baralho na sucessão a prefeito de Campina Grande

Fontes fidedignas revelaram, com exclusividade, ao site “Os Guedes” que o ex-senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, não é carta fora do baralho no processo de sucessão do prefeito Romero Rodrigues (PSD), que está concluindo seu segundo mandato


 O ex-parlamentar, após a derrota na tentativa de se reeleger ao Senado em 2018, havia dito que iria passar por uma fase de recolhimento político, deixando para outros atores papel de protagonismo nas articulações políticas. Textualmente descartou a hipótese de concorrer à prefeitura, que já exerceu por três vezes, e creditou ao prefeito Romero Rodrigues o papel de coordenador do processo no âmbito do esquema que integram.

De sua parte, Cássio se dedicaria a atividades de consultoria parlamentar, na iniciativa privada, valendo-se de sua experiência como deputado federal e senador, além de ter sido governador, superintendente da Sudene e prefeito de Campina Grande. As fontes informaram à reportagem que a estratégia de Cássio no que diz respeito às eleições municipais deste ano, sobretudo, no seu principal reduto eleitoral, é a de avaliar o desenrolar da conjuntura, inclusive, a nível estadual, bem como monitorar as sinalizações de tendência do eleitorado campinense para o pleito de outubro, a fim de decidir com segurança se entra ou não no páreo. Em princípio, no “clã”, o nome que está posto, sem imposição, é o do seu filho, o deputado federal Pedro Cunha Lima, juntamente com o do deputado estadual licenciado Tovar Correia Lima, que ocupa secretaria na gestão de Romero, bem como pretendentes de outras legendas afinadas com os tucanos.

O ex-senador tem evitado polemizar sobre as acusações contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), seu ex-aliado político, citado na Operação Calvário sob acusação de desvio de dinheiro público. Quem tem assumido a linha de frente no “clã” é Pedro, que anteontem declarou-se revoltado e indignado com a decisão de ministros do Superior Tribunal de Justiça para que Ricardo responda em liberdade às denúncias envolvendo-o na Operação. Pedro chamou Coutinho de “ladrão”, incisivamente, e lamentou o posicionamento do Judiciário, “que só prende gente pobre”. Sabe-se que o ex-senador Cássio, além de monitorar o quadro político-eleitoral em Campina Grande, tem intensificado contatos e até presença física, ainda que sem aparição pública em grande estilo.

O quadro sucessório em Campina Grande se arrasta com certa lentidão em termos de definições, havendo apenas cogitações no interior dos partidos e dos esquemas. Pela oposição a Romero e Cunha Lima, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) conduz entendimentos para viabilizar a candidatura de sua mulher, Ana Cláudia, mas o esquema da senadora Daniella Ribeiro (PP), de que faz parte o irmão, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, faz suspense sobre o rumo a tomar. Nas eleições de 2018, Daniella fez dobradinha com Cássio ao Senado, logrando tornar-se a primeira mulher senadora na história da Paraíba. Por algum tempo cogitou-se a hipótese de lançamento de Lucas Ribeiro, filho da senadora, em chapa às eleições municipais, mas as especulações não avançaram. Enquanto isso, o leque de opções conta, ainda, com os deputados estaduais Adriano Galdino e Inácio Falcão. O esquema do governador João Azevêdo (Cidadania) não se posicionou até agora, bem como o esquema do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).
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